Quais perguntas fazer na demonstração de um software para diagnóstico por imagem?
Leve um exame fictício à demonstração e acompanhe agenda, captura, revisão e portal. Veja perguntas para separar recursos demonstrados de promessas comerciais.
Na demonstração de um software para diagnóstico por imagem, peça para acompanhar um exame fictício do agendamento à consulta do resultado. Faça a equipe mostrar as trocas de responsável, os erros possíveis e as tarefas que continuam em outros sistemas. Registre o que funcionou no ambiente apresentado, o que depende de configuração e o que ainda exige validação na clínica.
Leve um caso de teste, não dados de um paciente
Prepare um cadastro explicitamente fictício, um procedimento de teste, uma sala, um profissional e arquivos sintéticos. Escolha um contato controlado pela clínica caso seja necessário testar avisos. Reserve tempo para executar tarefas, em vez de assistir apenas a uma sequência de telas prontas.
O roteiro abaixo acompanha um exame. Ele ajuda a avaliar continuidade e responsabilidades, sem exigir que um único produto cubra tudo. A distinção entre PACS e RIS descrita pela Medcloud é uma referência de categoria; os recursos de cada fornecedor precisam aparecer na demonstração e na proposta.
1. Quem cria o exame e evita conflitos?
Peça à recepção para agendar o procedimento fictício. Pergunte: como ela identifica o paciente certo? O exame fica associado ao profissional e à sala? O que ocorre se alguém tentar usar o mesmo recurso no mesmo horário? Se a agenda continuar em outro sistema, mostre como a informação chega à lista de trabalho.
Depois, simule uma alteração de horário e a chegada. Confira quem consegue mudar o cadastro e como a equipe percebe a atualização. Uma integração citada no material comercial só entra como validada depois que o caminho aplicável à clínica tiver sido demonstrado.
2. Como mídias e laudo chegam à revisão?
Adicione uma imagem e um vídeo de teste. Se houver captura direta, peça a configuração necessária e marque o teste com o equipamento real como pendência quando ele não estiver disponível. Pergunte onde os arquivos ficam associados e como o operador detecta uma seleção errada de exame.
Abra um rascunho de laudo sem conteúdo clínico real. Quem edita, quem revisa e quem finaliza? Mostre as diferenças entre salvar, finalizar e publicar. Na VizuMed, a assinatura dos laudos nativos é uma imagem, não um certificado digital. Se a clínica precisa de outra modalidade, registre esse requisito para avaliação específica.
3. O destinatário consegue consultar o resultado certo?
Publique o material fictício e abra o acesso no celular de teste. Confira o exame disponível, o PDF e as mídias compatíveis. Peça para distinguir emissão do aviso, status de entrega e acesso ao portal. Um aviso enviado não demonstra que a pessoa consultou o resultado.
Simule uma correção administrativa no ambiente de teste e pergunte quem poderia solicitar revisão de um laudo real. Como retirar uma publicação e reconhecer a versão atual? O objetivo é enxergar o fluxo de correção, sem substituir a decisão do profissional responsável pelo conteúdo.
4. O que ficou comprovado e o que falta testar?
| Etapa | Evidência a registrar | Pendência possível |
|---|---|---|
| Agenda | Exame criado e alterado pela equipe | Validar regras da sala |
| Captura | Arquivo salvo e revisado | Testar equipamento local |
| Publicação | Resultado fictício consultado no celular | Conferir configuração do canal |
| Saída | Amostra exportada e aberta | Confirmar formatos e custos |
Feche a reunião atribuindo responsável e prazo às pendências. Diferencie recurso disponível no ambiente, recurso condicionado à configuração e promessa futura. A VizuMed reúne etapas administrativas e de exames, mas não se apresenta como ERP de faturamento completo ou PACS hospitalar. A decisão deve caber no fluxo que foi observado, inclusive nas partes que permanecerão fora da plataforma.